![]() |
| De poemas |
21 Julho 2009
14 Fevereiro 2009
27 Dezembro 2008
CADEIRA VAZIA

A morte nos tira do prumo,
nos deixa sem rumo.perder não é bom,
nem pra aprender uma lição!
fica a sensação de vazio,
tudo parece frio.
mas o tempo é o senhor da dor!
e com o tempo vai doendo menos,
e menos... e menos.
Até que de repente "perdoamos" Deus!´
Então chegou o tempo de acordar!!!
Voltar a vida!
Jandira Iara Cruz
Iaiá 27Dez08
20 Dezembro 2008
OXIGÊNIO

Tudo estava perfeito,
como Deus criou,
mas insatisfeitos resolvemos remodelar e,
cortamos árvores,
precisávamos de casa.
cortamos árvores,
precisávamos comer carne.
cortamos árvores,
precisávamos de móveis.
cortamos árvores,
precisávamos de estradas e,
cortamos árvores...
cortamos árvores...
cortamos árvores...
AGORA... PRECISAMOS DE AR!
Jandira Iara Cruz
Iaiá 20DEZ08
02 Dezembro 2008
ARTESÃO
Lá vai ele mata adentro,
CAMINHANDO.
Com seu machado afiado.
MALVADO!
Corta a árvore,
Sem piedade.
MALDADE!
E ela chora!
IMPLORA?
E vai ao chão!
PERDÃO!
Arrasta o tronco,
Mata a fora.
CLARÃO!
De volta à casa.
FORMÃO!
Com a mão de artista,
Vai tirando lascas;
LASCANDO!
E o tronco chora,
IMPLORA!
Vai tirando lascas,
LASCANDO!
E vai surgindo a forma.
FORMANDO.
Formou-se a cruz,
ONDE MORREU JESUS!
E chora a madeira,
E chorou JESUS!
Jandira Iara Cruz
IAIÁ
2dezembro2008
25 Outubro 2008
Por trás do muro

Por Medo,
Estamos nos guardando.
Primeiro o muro em volta das casas,
Ninguém verá mais a beleza das minhas flores!
Mas da janela ainda podemos ver o movimento lá fora.
Depois vem o trinco no portão,
Um cachorro maior...
O muro baixo, não nos guarda mais.
Sobe-se o muro,
Põe-se arame, cacos de vidros,
O medo aumentou!
Na rua,
Desconfia-se de tudo e de todos
Qualquer movimento é suspeito
Nos agarramos aos filhos e às bolsas!
Qualquer barulho surdo,
Já nos pomos a correr!
Não quero mais ir ao cinema!
Não quero mais ir ao barzinho!
Passear na pracinha... nem pensar!
Os filhos estão presos dentro de casa,
Não vão à escola,
Não saem com os amigos!
"virtualizaram-se"!!!
E da janela, não vejo mais o movimento lá fora.
Por medo de morrer lá fora,
Prendemos-nos dentro de casa.
E morremos aqui dentro,
Um pouco a cada dia!
Estamos nos guardando.
Primeiro o muro em volta das casas,
Ninguém verá mais a beleza das minhas flores!
Mas da janela ainda podemos ver o movimento lá fora.
Depois vem o trinco no portão,
Um cachorro maior...
O muro baixo, não nos guarda mais.
Sobe-se o muro,
Põe-se arame, cacos de vidros,
O medo aumentou!
Na rua,
Desconfia-se de tudo e de todos
Qualquer movimento é suspeito
Nos agarramos aos filhos e às bolsas!
Qualquer barulho surdo,
Já nos pomos a correr!
Não quero mais ir ao cinema!
Não quero mais ir ao barzinho!
Passear na pracinha... nem pensar!
Os filhos estão presos dentro de casa,
Não vão à escola,
Não saem com os amigos!
"virtualizaram-se"!!!
E da janela, não vejo mais o movimento lá fora.
Por medo de morrer lá fora,
Prendemos-nos dentro de casa.
E morremos aqui dentro,
Um pouco a cada dia!
Jandira Iara Cruz
"Iaiá" 25out08
Marcadores:
MEDO
09 Setembro 2008
TRABALHO INFANTIL

Eu não tive estudo.
Eu não tive sonhos.
Eu não tive pai!.
Fui órfão menino!
E pequenininho,
Eu já trabalhava,
Eu quebrava pedras,
Eu não tive sonhos.
Eu não tive pai!.
Fui órfão menino!
E pequenininho,
Eu já trabalhava,
Eu quebrava pedras,
Eu colhia cana
E ralava os dedos!
Não brinquei de bola!
E ralava os dedos!
Não brinquei de bola!
Eu fui bóia fria!
Eu não fui à escola!
Tinha que colher o pão,
Para meus irmãos.
Dia de Domingo,
Trabalhava não!
Eu ia pra escola,
Brincar de estudar.
Pegava os livrinhos,
Olhava as figuras
Me punha a imaginar
As tantas histórias,
Daqueles desenhos...
Trocava de banco,
Fingia ser outros.
Ora estudante,
Ora professor.
Mas o tempo não parava!
Só aos Domingos ele corria!
Nos dias de lida,
Ele se arrastava,
Ele não passava.
E eu quebrava pedras,
E ralava os dedos!
Mas doía menos,
Se eu ocupasse a mente
com meus dias de DOMINGO!
JANDIRA IARA CRUZ
"IAIÁ"
8SET2008
Eu não fui à escola!
Tinha que colher o pão,
Para meus irmãos.
Dia de Domingo,
Trabalhava não!
Eu ia pra escola,
Brincar de estudar.
Pegava os livrinhos,
Olhava as figuras
Me punha a imaginar
As tantas histórias,
Daqueles desenhos...
Trocava de banco,
Fingia ser outros.
Ora estudante,
Ora professor.
Mas o tempo não parava!
Só aos Domingos ele corria!
Nos dias de lida,
Ele se arrastava,
Ele não passava.
E eu quebrava pedras,
E ralava os dedos!
Mas doía menos,
Se eu ocupasse a mente
com meus dias de DOMINGO!
JANDIRA IARA CRUZ
"IAIÁ"
8SET2008
Marcadores:
TRABALHO INFANTIL
Assinar:
Postagens (Atom)









